Domingo, Julho 08, 2012

Diretor William Tonet

F8 condena a corrupção e a critica dos que estão na política com medo e sem rosto

Na edição passada, entre Natal e Réveillon, chegou por intermédio da internet à nossa Redacção um cliché, de facto uma fotomontagem, mostrando três     figuras de proa do governo angolano, o presidente José Eduardo dos Santos, o vice-presidente Fernando da Piedade Dias dos Santos, Nandó e o general     Hélder Vieira Dias Kopelipa, com as mãos atrás das costas, dando a entender que estariam algemadas, e um letreiro pendurado ao peito com uma legenda     insultuosa.

    António Setas


É verdade que a maioria dos angolanos anseia por mudanças reais. Mudanças  capazes de indiciar um novo rumo, com novas lideranças, capazes de catapultar
Angola, para novos patamares de respeitabilidade. Os candidatos a uma nova  liderança não podem ser cobardes e optar pela clandestinidade na luta pelas suas opções, pois os rostos são fundamentais para a credibilização de quem tem a pretensão de ser poder.

Só com coragem se poderá combater o"status quo", a corrupção, a  discriminação e a injustiça que campeia entre nós.

Por isso, aqui no Folha 8, condenamos a cobardia de todos os que, utilizando os novos veículos de comunicação, pretendem fazer uma política de     ratazanas: "morder e soprar". Esta forma de agir até pode ser atractiva para alguns, mas numa revolução de paz, a semelhança com a acção dos ratos, não indicia bons tempos, logo todos devemos abandonar a clandestinidade e as tácticas sujas do poder, na luta que queremos empreender contra a sua política. Foi o que pretendemos denunciar na edição passada, mas falhámos.

Somos totalmente contra toda a espécie de circulação e publicação no  Facebook de documentos sem face e sem nome, alguns dos quais, em virtude da denúncia reiterada de ONG´s internacionais de corrupção no mundo inteiro, encaixem como uma luva no sonho daqueles que aspiram ver as lideranças criminosas pagarem pelos seus alegados crimes.

Assim, no caso vertente da referida foto, que a linha editorial do F8 considera apócrifo, a nossa condenação foi espontânea, e, dada a ausência do director-geral, William Tonet, tivemos a imediata preocupação em denunciar e fazer um Top Secreto, vincando bem a posição do jornal no que toca ao significado exacto.

E para isso escrevemos uma nota de apreciação que aqui reproduzimos por extenso, pois o que aconteceu no fecho da nossa edição da semana passada atinge os limites do non sense: o texto extraviou-se e a fotomontagem foi-se juntar sem que se saiba bem como às fotos destinadas àrubrica "Lazerando".

Desta completamente falhada acção, decorreu um erro irreparável: o texto não saiu e a foto foi publicada. Em razão de, no mínimo, falta de atenção, assumo     inteiramente a responsabilidade desse erro. Eis o texto, não publicado, que deveria acompanhar a foto-montagem.

    Contra a corrupção e a cobardia
   
Nestes últimos tempos tem vindo a ser divulgada na internet e em alguns mambos sociais de credibilidade variável, uma foto asquerosa do ponto de vista de tudo, concepção, conteúdo, apresentação e identificação. A começar por esta, a identificação, encontramo-nos imediatamente em pleno reino do anonimato, sendo a mensagem que esses autores desconhecidos quiseram
fazer passar uma ofensa grave merecedora de sanções severas.

Não vamos comentar o que está escrito nos letreiros que os três personagens têm pendurado ao peito, pela simples razão de não aceitarmos descer aos mais baixos patamares das polémicas estéreis. No que toca ao nosso     posicionamento, portanto, temos a sublinhar com força que, apesar de nos manteremos fiéis à nossa linha editorial de dar voz aos que não a têm, de denunciar todas as manifestações de má governação e criticar severamente todo e qualquer acto que seja lesivo dos direitos fundamentais dos cidadãos, consagrados na nossa Constituição, não podemos de modo algum anuir a este tipo ignóbil de actuação de baixa estirpe